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“Portugal
terá o mais degradado de todos os serviços público
de televisão do mundo, do ponto de vista da moralidade, da
decência e do bom gosto”.
Mário
Pinto, no Público de 02.09.2002.
“A nossa
esquerda está em crise porque não tem nada (de operativo)
que acrescentar ao modelo social europeu, que a direita tem gerido
sem dificuldades de maior...”
IDEM,
Ibidem
“...por que têm sido então perseguidos os barranquenhos?
Apenas porque exprimem esses [os seus] valores através da
sua própria linguagem, autónoma e não submetida
ao pensamento único, política e culturalmente correcto.”
Luís
Capucha, no Público de 30.08.2002
Tal como a sua antecessora, a Sociedade das Nações,
falira nos anos 30 do século XX fruto da impunidade das sucessivas
agressões japonesas, hitlerianas e mussolinianas, a ONU fenece
perante a impotência de reagir à política unilateral
de guerra dos EUA. Na melhor das hipóteses, transformando-se
numa espécie de grande e pesada agência técnica
para minorar os efeitos económicos, sociais, ambientais,
alimentares, de saúde pública ou educacionais decorrentes
da lógica da globalização capitalista hegemonizada
pela hiperpotência americana.
Fernando
Rosas, no Público de 04.09.2002.
“...o centralismo é uma situação na qual
a capital está ao centro e o país fica dos lados.”
Luís
Fernandes, no Público de 04.09.2002.
Os países
centralistas apresentam muitas vantagens. Por ex., praticamente
não é preciso sair da capital para nada. Um macrocefalita
só sai da capital para ir a uma capital maior, necessariamente
no estrangeiro, ou para ir de férias. Há uns anos,
quando assim procedia, deslocando-se a um qualquer ponto pitoresco
do território que fica para os lados relativamente ao centro
- quer dizer, à capital - dizia-se que ia ver o país
real. A capital é, pois, o ponto de um país que representa
uma realidade virtual. E é por isso que a capital é
mais moderna e cheia de virtualidades. [...] O Portugal profundo
é o local onde vivem os portugueses mais portugueses, mais
chegados a Afonso Henriques e Viriato, longe, muito longe, da globalização,
da Internet e, claro, da capital. [...] E o capitalista, que é
tão-somente neste caso o indivíduo que vive na capital,
faz uma cruzinha no mapa para não se esquecer de ir lá
nas próximas férias.
IDEM,
Ibidem
"Diz-se que a tolerância norte-americana se deve à
aliança estratégica com Israel. É pouco. O
que existe é uma interligação de poder, interesses
e influências que está mais próxima de um quadro
em que Israel pode apresentar-se como 51.º Estado da União."
José
Goulão a propósito do conflito no Médio Oriente,
Seara Nova, Abril/Maio/Junho 2002
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